quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Aula de Português

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me; aturdem-me, seqüestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro mistério.

2 Comments:

At 7 de fevereiro de 2005 às 15:30, Anonymous Anónimo said...

Esperaria um comentário a este poema. Assim, pouco me diz. Ainda por cima quando as suas posições têm parecido um pouco cristalizadas em "lugares comuns". Isto é, como as de alguém que não passou por um processo de formação e informação nestes domínios.

 
At 7 de fevereiro de 2005 às 20:12, Anonymous Anónimo said...

esperava mais do que a transcrição do texto. Como é que este texto se joga no conjunto das suas posições?

 

Enviar um comentário

<< Home