Resumo da Aula Teórica:
Constituintes da Competência Comunicativa
A competência comunicativa engloba diferentes perspectivas que vão desde as competências linguísticas ou gramaticais, às competências sociolinguísticas e competências textuais.
As competências linguísticas e/ou gramaticais englobam o conhecimento global da língua, das estruturas da língua, o seu aparato formal enquanto sistema linguístico. Estas competências linguísticas prendem se a uma vertente prescritiva do ensino da língua, trata-se aqui de ensinar a utilizar “correctamente” a língua.
Por outro lado na competência sociolinguística o que se tem em conta não é uma norma da língua, não é o conhecimento padronizado da língua, mas um conhecimento sócio-pragmático da língua. Ter a competência sociolinguística é ter conhecimento das normas sócio-culturais que regulamentam o comportamento linguístico.
A competência textual põe em questão o saber específico das diversas estratégias e recursos para comunicar com eficácia, envolve parâmetros de coesão e coerência textual.
A competência textual engloba outras competências que passam pelas literárias e vão até às competências semiológicas.
As competências literárias prendem-se com a produção e interpretação de literatura de textos literários, é através desta competência que podemos distinguir textos que meramente aplicam as normas literárias e aqueles que de facto são literatura (ainda que de facto esta distinção seja muito controversa). Com esta competência podemos adquirir o conhecimento sobre as habilidades que são passíveis de serem encontradas em textos literários e que não podem, à partida, serem encontradas em textos ditos normais. O que se trata na aquisição desta competência é , em última análise, a entrada no domínio das convenções e códigos pela qual a literatura se gere.
As competências semiológicas englobam as capacidades de decifrar símbolos, imagens a um nível textual; englobam também a capacidade de corrigir situações de ambiguidade e corrigir problemas de comunicação. Esta competência pode ser adquirida através de estratégias específicas, como ler, reler, repetir (Feedback) e antecipar de forma a resolver e evitar problemas.
Estes tópicos de análise da competência comunicativa são de veras importantes na esfera educativa do professor de português, na medida em que todos estes aspectos tem de ser tidos em conta para uma melhor formação dos alunos na área da língua.
Texto Base:. LOMAS C, 1993
Presente na Bibliografia, disciplina de MEPhttp://cursos.arauto.uminho.pt/lepi
A competência comunicativa engloba diferentes perspectivas que vão desde as competências linguísticas ou gramaticais, às competências sociolinguísticas e competências textuais.
As competências linguísticas e/ou gramaticais englobam o conhecimento global da língua, das estruturas da língua, o seu aparato formal enquanto sistema linguístico. Estas competências linguísticas prendem se a uma vertente prescritiva do ensino da língua, trata-se aqui de ensinar a utilizar “correctamente” a língua.
Por outro lado na competência sociolinguística o que se tem em conta não é uma norma da língua, não é o conhecimento padronizado da língua, mas um conhecimento sócio-pragmático da língua. Ter a competência sociolinguística é ter conhecimento das normas sócio-culturais que regulamentam o comportamento linguístico.
A competência textual põe em questão o saber específico das diversas estratégias e recursos para comunicar com eficácia, envolve parâmetros de coesão e coerência textual.
A competência textual engloba outras competências que passam pelas literárias e vão até às competências semiológicas.
As competências literárias prendem-se com a produção e interpretação de literatura de textos literários, é através desta competência que podemos distinguir textos que meramente aplicam as normas literárias e aqueles que de facto são literatura (ainda que de facto esta distinção seja muito controversa). Com esta competência podemos adquirir o conhecimento sobre as habilidades que são passíveis de serem encontradas em textos literários e que não podem, à partida, serem encontradas em textos ditos normais. O que se trata na aquisição desta competência é , em última análise, a entrada no domínio das convenções e códigos pela qual a literatura se gere.
As competências semiológicas englobam as capacidades de decifrar símbolos, imagens a um nível textual; englobam também a capacidade de corrigir situações de ambiguidade e corrigir problemas de comunicação. Esta competência pode ser adquirida através de estratégias específicas, como ler, reler, repetir (Feedback) e antecipar de forma a resolver e evitar problemas.
Estes tópicos de análise da competência comunicativa são de veras importantes na esfera educativa do professor de português, na medida em que todos estes aspectos tem de ser tidos em conta para uma melhor formação dos alunos na área da língua.
Texto Base:. LOMAS C, 1993
Presente na Bibliografia, disciplina de MEPhttp://cursos.arauto.uminho.pt/lepi

2 Comments:
nao se percebe por que é que umas vezes usa o plural (competências linguísticas) e outras vezes o singular. Mostra alguma dificuldade na relação das competências com a questão do ensino. Isto é, estas competências devem ser objecto de ensino, mas a sua essência não é escolar.
o que foi dito antes sobre a relação competências - ensino, ilustro-o agora com um exemplo do que afirma:
...estas competências linguísticas prendem se a uma vertente prescritiva do ensino da língua, trata-se aqui de ensinar a utilizar “correctamente” a língua...
as competencias nao se prendem com modelos... podem é ser mais enfatizadas por um modelo ou por outro...
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