Miscelânea Cultural
Nos tempos de hoje tem se vindo a notar cada vez mais um fenómeno que leva as diferentes culturas a se inter relacionarem e a se confundirem numa só cultura, a este fenómeno tem-se chamado de Globalização. Neste contexto de fusão das culturas, ao qual nós chamaríamos Americanização, há que considerar o papel dos formadores dos alphas e betas que constituem a sociedade; temos então que considerar o papel do professor enquanto parte activa e de suma importância. Qual o papel deste face ao domínio cultural dos poderes instalados? Qual o seu papel na transmissão da cultura? Que cultura deverá propagandear?
Bem, a escola, através do professor, é o instrumento privilegiado de contaminação cultural. Através dela faz-se a propaganda de valores e saberes que mais se coadunam à prepotência dos tais poderes instalados. Não, não estamos a falar acerca dos regimes totalitários de meados do século passado, estamos sim a falar de algo que é actual e que passa despercebido aos mais incautos, dada a forma velada de instalação cultural.
Temos visto que, no nosso sistema escolar, o professor transmite uma cultura estandardizada vinda directamente das mais altas instâncias; esta cultura é predominantemente católica (apesar de supostamente o ensino ser laico), masculina, ocidental fazendo a apologia da família nuclear tradicional e das orientações sexuais ditas normais. Então, como deverá lidar um professor com alunos estrangeiro, não católicos, provenientes de lares em que os educadores são homossexuais e alunos também eles homossexuais? Deverá ignorá-los, como tem vindo a fazer? Ou deverá socializar considerando todos esses aspectos?
O melhor exemplo desta transmissão de cultura parcial encontra-se à vista de todos, nos manuais escolares. Nestes, poucas são as referências a outras culturas que não a instalada, bem também não admira dada a promiscuidade entre editoras e o estado (regulador da educação).
Não deveremos culpabilizar totalmente os professores pela transmissão da cultura parcial, os professores estão inseridos no sistema e o sistema faz deles seu instrumento. Contudo cabe ao professor ditar um pouco das regras da socialização.
Onde está então a nossa cultura? A cultura específica do país, o que é mais característico? Esta encontra-se prostituída por uma cultura que a sufoca completamente a cultura americana. Muito por culpa dos media, como a Internet e a televisão, temos visto que a nossa cultura anda moribunda, ninguém lhe dá valor, apenas se valoriza os hambúrgueres da McDonalds e os filmes americanos.
Tudo isto se reflecte na escola e nos currículos a ensinar. A escola tornou-se meio para inculcar nos educandos o valor do que é americano, há, sem dúvida, a apoteose do sentimento americano.
Em jeito de conclusão poderemos afirmar que a escola é, como foi referido, um meio privilegiado de transmissão de cultura ou de aculturação numa sociedade, deverá então passar pela escola a (r)evolução do status quo tal como o conhecemos. Deverá passar, em última instância, pelo professor o desvio à norma.
Bem, a escola, através do professor, é o instrumento privilegiado de contaminação cultural. Através dela faz-se a propaganda de valores e saberes que mais se coadunam à prepotência dos tais poderes instalados. Não, não estamos a falar acerca dos regimes totalitários de meados do século passado, estamos sim a falar de algo que é actual e que passa despercebido aos mais incautos, dada a forma velada de instalação cultural.
Temos visto que, no nosso sistema escolar, o professor transmite uma cultura estandardizada vinda directamente das mais altas instâncias; esta cultura é predominantemente católica (apesar de supostamente o ensino ser laico), masculina, ocidental fazendo a apologia da família nuclear tradicional e das orientações sexuais ditas normais. Então, como deverá lidar um professor com alunos estrangeiro, não católicos, provenientes de lares em que os educadores são homossexuais e alunos também eles homossexuais? Deverá ignorá-los, como tem vindo a fazer? Ou deverá socializar considerando todos esses aspectos?
O melhor exemplo desta transmissão de cultura parcial encontra-se à vista de todos, nos manuais escolares. Nestes, poucas são as referências a outras culturas que não a instalada, bem também não admira dada a promiscuidade entre editoras e o estado (regulador da educação).
Não deveremos culpabilizar totalmente os professores pela transmissão da cultura parcial, os professores estão inseridos no sistema e o sistema faz deles seu instrumento. Contudo cabe ao professor ditar um pouco das regras da socialização.
Onde está então a nossa cultura? A cultura específica do país, o que é mais característico? Esta encontra-se prostituída por uma cultura que a sufoca completamente a cultura americana. Muito por culpa dos media, como a Internet e a televisão, temos visto que a nossa cultura anda moribunda, ninguém lhe dá valor, apenas se valoriza os hambúrgueres da McDonalds e os filmes americanos.
Tudo isto se reflecte na escola e nos currículos a ensinar. A escola tornou-se meio para inculcar nos educandos o valor do que é americano, há, sem dúvida, a apoteose do sentimento americano.
Em jeito de conclusão poderemos afirmar que a escola é, como foi referido, um meio privilegiado de transmissão de cultura ou de aculturação numa sociedade, deverá então passar pela escola a (r)evolução do status quo tal como o conhecemos. Deverá passar, em última instância, pelo professor o desvio à norma.
